Crítica: Espetáculo de dança “Terreiro” conta histórias de Minas à sua maneira
“Primeiro vêm as flores brancas perfumadas, do rés do chão até a ponta dos galhos. Depois vêm as abelhas. Finalmente estufam-se do tronco, dos galhos,
“Primeiro vêm as flores brancas perfumadas, do rés do chão até a ponta dos galhos. Depois vêm as abelhas. Finalmente estufam-se do tronco, dos galhos,
“Foi de mãe todo o meu tesouro veio dela todo o meu ganho mulher sapiência, yabá, do fogo tirava água do pranto criava consolo” Conceição
“o tempo que de nós se perde sem que lhe armemos alçapão, nem mesmo agora que parece passar ao alcance da mão,” João Cabral de
“Pela manhã, como deve sentir-se poderoso o vento Ao se deter em mil auroras, Desposando cada uma, rejeitando todas E voando para seu esguio templo,
“Aviso que vou virando um avião. Cigana do horário nobre do adultério. Separatista protestante. Melindrosa basca com fissura da verdade. Me entenda faz favor: minha
“Se eu pudesse explicar o que as coisas significam, não teria a necessidade de dançá-las…” Isadora Duncan Com o lugar do lúdico resguardado, a direção
“A natureza avançava nas minhas palavras tipo assim: O dia está frondoso em borboletas. No amanhecer o sol põe glórias no meu olho. O cinzento
“Teus lábios cor das papoilas, Vermelhos como o carmim, Não são lábios nem papoilas São pedaços de cetim.” Florbela Espanca Com a morte de Carmen
“Nestas noites, na Itália inteira, há telescópios voltados para o céu. As luas de Júpiter não barateiam o leite. Mas nunca foram vistas, e agora
“esta se quer uma árvore firme na terra, nativa, que não quer negar a terra nem, como ave, fugi-la.” João Cabral de Melo Neto Joga,
Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor