Caderno H2O – 24/06/2016

“poema na página
mordida de criança
na fruta madura” Paulo Leminski

Mafia1

Claríssima
não vou entrar
no jogo dos capangas
prefiro oferecer uma, duas, três,
quatro bananas
ou até, quem sabe
uma maçã no escuro.

Mistério
Eu não posso desvelá-lo por inteiro
Eu não quero
Há de haver algum lugar
Para o mistério

Não assumo o papel de detetive
Nem existe
Uma resposta
Que por si só, seja falsa
Verdadeira
Ou sublime

Existência
Essa existência absurda não serve pra nada
A não ser pelo susto da vida!

Tarde

Ðeclarado
mportante
Åpós a morte

Noite.

Mímica
Gosto de chafurdar por amor a essa palavra.
Muito mais bonita do que a água, “insípida”.
Por isto enquanto você “lago”
Eu em charco.

Indomável
Lá vai o rapagão cheio de vida
Acreditando
Que há luz ainda
A pele murcha, os olhos cegam

Que algum músculo se eleve

Corrida2

Poemas de Raphael Vidigal.

Ilustrações, feitas especialmente para essa coluna, por Cristiano Bistene.

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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