Show: Banda A CASA

“A plateia só é respeitosa quando não está a entender nada” Nelson Rodrigues

Pau e Pedra rock

Precisamos redimir a música de fossa! Esse é o intuito (no sentido de intuição) da nossa banda. A exemplo do que escreveu Paulo Scarpa em “A nova geração perdida e o cinema”, resta-nos voltar ao hedonismo ( clichê barato do Axé sem congado e do Reggae sem gingado), à depressão ( aquela auto-piedade brega de sertanejos e emos) ou uma melancólica aceitação cínica.

A opção que fazemos é pela terceira. O cinismo ainda é um tipo de humor um tanto mais inteligente que o otimismo e o pessimismo juntos. E daí vem a palavra redenção. Queremos dor de cotovelo pra valer! Chega daqueles amores que não deram certo e são cantados com toda pompa e cabeça erguida do mundo (que só quer te ver sorrir) por aqueles que não percebem o tanto que o orgulho é brega!

Saravá à música cafona daquele que se entrega, ser fraco dá o maior barato. Ser forte, isso é pose pra retrato. Elogio aos defeitos; não à qualidade, elogio à fraqueza; não à força, elogios a quem pouco presta. Em tempos de subjetivismo concreto definimos nossa generalização musical, literária e cinematográfica através de classificações livres. Sem critérios, sem caráter, sem discriminação sexual ou etária.

Nossas interpretações nunca serão as únicas (im) possíveis. Para aqueles que acreditam não haver mais contra-cultura a nossa está bem definida: fazer uma música rica em sentidos que atinja o universo pop. Resgatar a qualidade da palavra escrita na música. Escandalizar, sujar um pouco esse cenário pop de vozes cristalinas e cantores pasmos. Queremos a rouquidão, a falha, o erro, o DEFEITO.

Ficar à margem é pra hippie velho e punk caduco. O objetivo da nossa geração é infiltrar-se com qualidade em um ambiente historicamente fechado que com o advento das novas mídias está se abrindo. Com qualidade, porque sem ela é participar da cultura em massa, não da contra. Para isso é impreciso estilo, não um único estilo, mas ESTILO.

Segundo o filósofo Gastón Bachelard ( 1884-1962), “a casa fornece simultaneamente imagens dispersas e um corpo de imagens. A imaginação aumenta os valores da realidade. Uma espécie de atração concentra as imagens em torno da casa. A casa é o canto do mundo onde habitamos o nosso espaço vital de acordo com todas as dialéticas da vida. Ali nos enraizamos dia a dia”.

“A minha casa fica lá detrás do mundo, onde eu vou em um segundo, quando começo a pensar. O pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar”, como diz o famoso verso que pouca gente sabe ser de Lupicínio Rodrigues. Quem quiser, pode entrar na nossa A Casa.

Meu Amor Preferido
Meu amor preferido gosta/Riscos e contratos, fossa/Não vê que eu preciso/Desse luxo, esse capricho
Cuidar de você/Já que de mim não tem jeito/Eu gosto é do seu defeito/Que só cabe aqui, aqui…/Aqui, aqui

Pena você não perceber/Entre mimos e maus tratos/Falta cara pra bater/Falta caráter pra se ver
Cuidar de você/Já que de mim não tem jeito/Eu gosto é do seu defeito/Que só cabe aqui,aqui…/Aqui, aqui

Meu amor preferido gosta/Cuidar de você/Já que de mim não tem jeito/Eu gosto é do seu defeito/Que só cabe aqui,aqui…/Aqui, aqui

Melodia: André Figueiredo – Letra: Raphael Vidigal

Amor de Gaveta
Por mais que eu te chame/Você não vem/Eu apronto um vexame/E você nem/Pra me ajudar/A levantar
Se alguém soubesse/Me explicar/Porque faço tanta prece/Pra você ficar/Você não cometeria/Os crimes de todo dia

No final de tudo/Minha loucura me consola/O escândalo é desculpa/Pra aguentar só mais um fora
Você me chama de lixo/Te escrevo poesia/Nosso caso é um capricho/Só amor de gaveta/Me jogou foi na sarjeta
Eu sou vagabundo são

No final de tudo/Minha loucura me consola/O escândalo é desculpa/Pra aguentar só mais um fora

Por mais que eu rasteje/Você não vem/Eu subo pelas paredes/E você nem/Pra me ajudar/A levantar
Se alguém soubesse/Me explicar/Porque faço tanta prece/Pra você ficar/Você não cometeria/Os crimes de todo dia

No final de tudo/Minha loucura me consola/O escândalo é desculpa/Pra aguentar só mais um fora
Você me chama de lixo/Te escrevo poesia/Nosso caso é um capricho/Só amor de gaveta/Me jogou foi na sarjeta
Sei da minha condição

No final de tudo/Minha loucura me consola/O escândalo é desculpa/Pra aguentar só mais um fora

Melodia: André Figueiredo – Letra: Raphael Vidigal

Blues Despedida
Você chegou/Como um som…/Que se ouve à distancia…/Ouvir sua voz era tão bom…/Tampava tanta ignorância…
E os pensamentos voavam pelas mãos/Que passaram por você

Ecos de um tempo…/Que não volta mais…/Um olhar desprezo, feito o seu perdão
Eu falo você não ouve/Se eu calo tudo resolve/Você dói como unha lascada/Que se encrenca! (Bis)

Uma sombra paira nesse mundo…/Com tristeza e rancor…/Todos olhavam e apontavam…
E outros/Não mais disseram…/Que não te queriam/Que você não era mais bem vinda aqui…!

Eu falo você não ouve/Se eu calo tudo resolve/Você dói como unha lascada/Que se encrenca! (Bis)

Melodia e letra: Rodrigo Aroeira – Letra: Raphael Vidigal

Dance
Beijo a tua boca/E você já nem me xinga mais/Não odeia, nem ama/Se um quer o outro volta atrás…
Até deitar na cama/Já virou o maior drama/Não dá pra ficar quieto
Eu dancei, eu dancei (Bis)

Você faz que me chama/Eu chego e acabo com a sua paz/Está cheia de segredos/E ouvidos eu já não tenho mais
Quero você quando posso/Acho que vou ter um troço/Agora o que vou fazer?
Eu dancei eu dancei (Bis)

Não é que eu não possa/Mais viver/Mas é que a fossa chegou/Dessa vez pra valer
Olha pro teu mendigo/Dá o troco em seu vândalo/Ou então faço um escândalo
Eu dancei eu dancei (Bis)

E pra que tanta cena/Você nem sente pena
Eu até me humilhei/Eu dancei eu dancei (4x)

Melodia: André Figueiredo – Letra: Raphael Vidigal

Só pra imaginar
Pra você tudo estava errado/E o que era certo era muito caro/O que eu falo pra você não tem sentido
Por que tu acha que o mundo gira ao teu umbigo/Seus olhos claros amenizavam a farsa
De viver sem saída sofrendo de graça/Eu disse “tô fora” e você não aceitou
E quando eu desisti você foi embora, nem recado deixou

Nunca fui de voltar no tempo/Foi você quem me forçou/Fato é fato, paguei o pato
Sem querer eu fiquei/Viciado nesse amor

Não sei se antes de tudo você pensou em mim/Se você disse não, mas foi querendo um sim
Lembrando o que foi bom, não quer que haja fim/A vida reserva sempre um novo nome
Novo endereço, novo telefone/Todos os seus truques já aprendi

E na comédia, no drama na cama/Tão bonito brincar de dizer que me ama
Falar que faz de tudo para não me perder/Aquilo que na verdade não vem nem de você
Essa saudade imensa, pra mim é só status/Que você não trocaria nem pelos seus sapatos
E a nossa história fica assim então no ar/Pois tem certas coisas
Feitas só pra imaginar

Nunca fui de voltar no tempo/Foi você quem me forçou/Fato é fato, paguei o pato
Sem querer eu fiquei/Viciado nesse amor

Melodia e letra: Alexandre Lopes

Festa Chique
Festa chique não é festa meu bem/Tá mais pra reunião de negócios
Festa chique não é festa meu bem/Dia de patrão e de sócio
Os sapatos bem lustrados/Gritarias tão agudas
Toda essa gente cretina/Achando que fica fina

Se você topar comigo/Uma noitada na rua/Um final feliz de repente
Te garanto que você não se arrepende/É assim que você quer que eu fique?
Ao menos explique/Que importa Whisky importado?/O que conta é você do meu lado

Então vamos pro asfalto/Pra poder gritar bem alto
Até chegar a polícia/Nossa zona é uma delícia
Se você topar comigo/Uma noitada na rua
Um final feliz de repente/Te garanto que você não se arrepende

Festa chique não é festa meu bem/Tá mais pra reunião de negócios
Festa chique não é festa meu bem/Dia de patrão e de sócio

Abadás bem cortados/Quem me dera fossem mudas
Toda essa gente pequena/Que fica tão mal e encena

Se você topar comigo/Uma noitada na rua
Um final feliz de repente/Te garanto que você não se arrepende

Melodia: André Figueiredo – Letra: Raphael Vidigal

Integrantes:
Raphael Vidigal – voz
André Figueiredo – guitarra solo
Rodrigo Aroeira – guitarra base
Alexandre Lopes – baixo
Júlio D’Agostini – bateria

Banda A CASA

Raphael Vidigal

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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