Análise: 40 anos sem Nick Drake, mais perguntas do que respostas

“diante desta noite carregada de sinais e de estrelas eu me abria pela primeira vez à terna indiferença do mundo.” Albert Camus

Nick-Drake

Cinco meses depois de completar 26 anos Nick Drake pôs fim à própria vida. Quarenta anos depois o músico que nasceu na Birmânia mas se criou em Londres possui obra que continua interessando a um nicho específico de admiradores, tanto pela característica instrumental quanto por seu discurso. O virtuosismo no violão e suas letras ditas “outonais” podem ser condensadas, no entanto, numa única palavra. “Melancolia” regeu a vida de Nick dentro e fora dos palcos. Aliás, quando se apresentava para plateias era com os olhos fechados, cabelos volumosos lhe tapando o rosto e cabeça baixa. O que reafirma essa qualidade intrínseca aos grandes artistas: vida e obra numa só.

Pode-se dizer que Nick Drake ganhou projeção internacional principalmente após sua morte, quando apareceu em listas de revistas de prestígio como a Rolling Stones e a TIMES, em que seus discos foram considerados dentre os melhores de um período da história. O reconhecimento tardio e póstumo, aliás, era dos principais motivos de incômodo para Nick. Uma prova é que chegou a telefonar para pessoas desconhecidas perguntando se sabiam quem era “um tal de Nick Drake”. Formado em Literatura, com especial atenção aos poetas ingleses William Blake, William Butler Yeats e Henry Vaughan, o artista deixou uma obra expressiva e compacta, com mais perguntas do que respostas. “Você pode entender uma luz entre as árvores?”, indaga na letra de “Way To Blue”, ou, em tradução, “Caminho para a tristeza”.

Nick-Drake-analise

Raphael Vidigal

Imagens: Arquivo e Divulgação.

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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