A importância da presença feminina nos Jogos Olímpicos

“O que importa é a não-ilusão. A manhã nasce.” Frida Kahlo

Dupla brasileira no vôlei de praia, Ágatha e Bárbara conquistaram a prata

Num país em que a Presidenta sofre um golpe de Estado e o ministério formado exclusivamente por homens brancos do governo impostor distribui declarações do tipo “Os homens vão menos ao médico porque trabalham mais, são os provedores da família” e “O México é um perigo para os políticos brasileiros porque quase a metade das Senadoras são mulheres”, é um alívio ouvir a um time tão competente de comentaristas mulheres nessas Olimpíadas, ter acesso a elas, à suas falas embasadas sobre esportes que ignoramos por completo fora desse período. Para quem afirma que o brasileiro só gosta de ganhar a reação do público nas derrotas das seleções femininas de vôlei e de futebol nos prova o contrário. Ele gosta é de se identificar com os esportistas.

Identificação que foge daqueles que não se comunicam com o povo, sejam atletas ou comunicadores por ofício. Exemplos deste tipo não são raros, em especial no supracitado universo paralelo do futebol masculino, em total dissonância com a realidade do país. Mal que atinge também muitos comentaristas do esporte, ora colocando-se em pedestais, outrora desafiando a inteligência do público com afirmações distorcidas. Do exemplo contrário temos Juliana Cabral e Ana Moser na ESPN, Ethiene Franco na FOX, Sandra Pires no SPORTV, Maurren Maggi na Globo, e inúmeras outras. Falta-nos ainda a presença de uma narradora feminina, mas chegaremos lá, em breve, apesar de toda “ordem & progresso”, o Brasil é o país do futuro. O único que não tem passado…

Apesar da eliminação, equipe feminina de vôlei do Brasil foi aplaudida pelos torcedores

Raphael Vidigal

Fotos: Andrees Latif; e Javier Etxezarreta, respectivamente.

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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