10 figurinos extravagantes da música brasileira

“O mais louco grifo ou quimera não é uma suposição tão extravagante quanto uma escola sem contos de fadas” G. K. Chesterton

Frutas na cabeça, penachos por todo o corpo, cabelos de cores variadas. O que começou com Carmen Miranda teve continuações em Ney Matogrosso, Maria Alcina e Baby do Brasil em plena ditadura militar e chega aos tempos atuais com representantes de peso e estilo como Karol Conka, Pabllo Vittar, Gaby Amarantos e Duda Beat. Pródiga em melodias exuberantes e letras cheias de poesia, a música brasileira prova que também toma conta da cena quando o assunto é figurino. Listamos alguns dos mais exóticos e irreverentes.

CARMEN MIRANDA (1909-1955)
Os turbantes com frutas na cabeça se tornaram uma marca registrada de Carmen Miranda, representando, à época, um Brasil folclórico e extravagante para o restante do mundo. A variedade de cores era outra premissa do figurino.

EDY STAR (1938)
Figura mais relevante do glam rock no Brasil, o baiano Edy Star começou a carreira na música ao lado de Raul Seixas, ao participar do LP “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista”, que antecedeu “Sweet Edy” e o recente “Cabaré Star”.

NEY MATOGROSSO (1941)
Inspirado em pinturas japonesas, Ney Matogrosso criou um visual único que o consagrou desde a época em que cantava no Secos & Molhados. A maquiagem teria influenciado o grupo Kiss. Ney manteve o estilo andrógino na carreira solo.

MARIA ALCINA (1949)
Graças à voz grave, a mineira Maria Alcina, natural de Cataguases, já disse que era tratada como travesti quando surgiu para a música, nos anos 70. Irreverente na escolha do repertório e no figurino, ela tem Carmen Miranda como influência.

BABY DO BRASIL (1952)
Baby do Brasil conta uma história famosa. Ela estava com Pepeu Gomes, à época seu marido, e os filhos, na Disney, onde foram proibidos de entrar porque suas roupas poderiam chamar mais atenção do que os personagens do parque.

EDUARDO DUSSEK (1954)
A mistura entre humor e música sempre foi um dos trunfos do carioca Eduardo Dussek, que se tornou o grande porta-voz do teatro “Besteirol”. Ao entoar suas sátiras ao piano, Dussek combinava elegantes ternos com cuecas coloridas.

GABY AMARANTOS (1978)
O calor da música paraense não fica restrito apenas ao canto de Gaby Amarantos, que faz questão de investir em roupas extravagantes e cheias de nuances, exaltando as belezas típicas da sua terra, com adereços diversos.

KAROL CONKA (1987)
Uma das principais representantes do rap da nova geração, a curitibana Karol Conka sempre aliou as informações sonoras a um conceito visual baseado em muito empoderamento e aceitação. Ela apresentou o programa “Superbonita”.

DUDA BEAT (1987)
Conhecida como a “Rainha da Sofrência Pop”, a pernambucana Duda Beat, que estourou com o hit “Bixinho”, gosta de adornar suas apresentações com um figurino que não dispensa exageros, cheio de babados e camadas volumosas.

PABLLO VITTAR (1994)
Natural de São Luís, no Maranhã, Pabllo Vittar segue a receita do mercado pop de apostar tanto ou mais no aspecto visual do que na própria música. Combinações exóticas e coloridas não ficam de fora do guarda-roupa da estrela.

Raphael Vidigal

Fotos: Museu da Imagem e do Som; e Taiz Dering/Divulgação, respectivamente.

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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