O Lado B de CAÊ

“pensar que o mundo inteiro não passa do interior da Bahia.” Wally Salomão

caetano-veloso

Está certo que o disco não roda mais na vitrola como antigamente. E que muita gente talvez desconheça a expressão “lado b”. Mas para artistas que não respeitam o tempo isto não faz a menor diferença. A fim de reparar o destino e dar-lhe uma bela bordoada com a elegância devida, Mauro Zockratto decidiu que é hora de tirar do obscurantismo obras de um menino que via pela TV nos idos anos 70, berrar a “Alegria, Alegria” sem o menor desconcerto, ainda que atônitos e perplexos ficassem tanto os fãs quanto os críticos. Aí estão no roteiro “Força Estranha”, “Objeto não identificado”, “Muito Romântico”, “Janelas Abertas Número 2”, “Festa Imodesta”, e outros.

CAÊ, para os íntimos, logo provará aos que forem conferir de perto ser esta a relação do mineiro com o homenageado baiano. Não é o CAÊ dos grandes sucessos, dos clássicos, dos hits, dos estandartes, da avenida, das passarelas largas, é, antes, o CAÊ de Mauro Zockratto, dos becos, das lajes, que canta o que cantaram Roberto Carlos, Chico Buarque, Maria Bethânia, sem muitos saberem que era ele, o irmão Caetano, o dono da pena, das notas e dos acordes. Não durma no ponto! Venha ouvir Caetano Veloso ressoar estranho, novo, inesperado, maluco, como se fosse amanhã, como se fosse ontem, como se fosse hoje, no tempo da música.

mauro-zockratto

Raphael Vidigal

Texto de apresentação do espetáculo.

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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