Humor: Luan Santana

“Meio mundo gosta de cachorro e até hoje ninguém sabe o que quer dizer AU AU” Quino

Sertanejo Universitário

Não dedicarei mais do que seis parágrafos a esse assunto. E olha que são muitos. Quando me pediram para escrever sobre o sucesso do portentoso rapaz não resisti à tentação de fazê-lo através do humor. Afinal levar a sério certas abobrinhas é como misturar salada com o molho indevido.

Sério é sim a influência maléfica que determinadas imposições podem gerar sobre a cultura de alguns países. Disto darei conta mais tarde. A priori quero falar da estupenda interpretação de Luan Santana, como quem mastiga pedras enquanto, hmm hmm, engasguei, canta.

O clipe do menino comportado (Te Vivo – Urgh!, ah as onomatopeias) faz uso de jogos juvenis manjados, pega mal para a primeira idade, ainda mais para a terceira e a segunda. E é justamente o tema que a equipe de produção explora, utilizando dramas familiares, amorescos e banais para atingir o “grande público”.

Agora me atrevo a uma teoria insensata. Descrente que sou desde o nascimento, causa-me asco a noção de que as coisas, palavra chula, coisas, para tema de menor respeito, sejam assim inocentes e belas, tolerantes e relvas, crescendo no coração do ouvinte que se acostumou a ouvir por – hmm hmm – engasgo, vontade própria.

Luan Santana, descido goela abaixo feito sardinha da vez, bola da hora, atração incensada, arroubo momentâneo do estádio, é bom ter cuidado, hora ou outra a peteca cai, e o que restará é a cara – pasmo – bobo dos que acreditaram num certo rei da corte.

Que na firula – o futuro – me reserva, graça.

P. S.: Descumpri a promessa, foram cinco parágrafos e, ponto.

Te Vivo Sertanejo

Raphael Vidigal

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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