6 orquestras lendárias de Minas Gerais

“Uma música na qual não somos eternos, mas nos tornaremos.” Emil Cioran

Fundada em 1976, a Sinfônica é a mais antiga das orquestras profissionais da cidade. Os ensaios e as apresentações acontecem no Palácio das Artes. Com um currículo invejável, a orquestra se notabilizou nos últimos anos por levar aos palcos óperas inéditas na capital mineira, casos de “Romeu e Julieta” (de Charles Gounod), “Porgy e Bess” (de George Gershwin), “Norma” (de Vincenzo Bellini) e a citada “O Holandês Errante” (de Richard Wagner).

A Filarmônica é a outra grande orquestra do Estado, tanto numericamente quanto no destaque. Regida por Fabio Mechetti desde sua criação, ela superou dificuldades na comemoração de seus dez anos de existência. Durante todo o 2018, a Filarmônica sofreu com a falta de verbas e o atraso de repasses da Secretaria de Cultura. O atual acordo com o governo expira no primeiro semestre de 2019, o que vai exigir um novo edital de seleção.

Ao mesmo tempo, a orquestra viu aumentar o seu número de assinantes, que chegou a 3506. Esse foi um dos fatores que permitiu cumprir toda a programação e já anunciar a agenda para 2019, que prevê 57 concertos. Em uma década de história, a Filarmônica realizou 816 concertos, sendo que entre 2015 e 2018, 94 deles foram gratuitos ou a preços populares. Além das orquestras de grande porte, que possuem muitos integrantes e uma variedade maior de instrumentos, Belo Horizonte oferece ao público outra categoria que se debruça sobre a música erudita. São as orquestras de câmara.

O nome vem do italiano “camera”, que pode ser traduzido como “quarto” ou “sala”, já que elas se apresentam em lugares menores, geralmente fechados. Fundada em 1986, a Orquestra de Câmara Sesiminas acumula, em seus 32 anos de tradição, espetáculos emblemáticos ao lado de ícones como o maestro João Carlos Martins e os pianistas Nelson Freire e Arthur Moreira Lima.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
Fundada em 1976, a orquestra integra o corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado, ligada ao Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) onde ocorrem ensaios e apresentações. Em 2013, ela foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais. O grande destaque no repertório da orquestra são as óperas. A regência atual é de Silvio Viegas.

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Criada em 2008 e composta por cerca de 90 instrumentistas, a filarmônica recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes como melhor grupo erudito do país em 2010. Em 2015, foi inaugurada a Sala Minas Gerais (rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto), sede da orquestra, que prioriza um repertório de obras clássicas consagradas. Fabio Mechetti é o regente.

Orquestra de Câmara Sesiminas
Além do formato reduzido na comparação com as orquestras sinfônicas, a Orquestra de Câmara Sesiminas traz outra pecularidade: possui apenas instrumentos de corda em sua formação. Fundada em 1986 por Nansen Araujo, ela realiza seus concertos e ensaios no Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). A regência é de Marco Antônio Maia Drumond.

Orquestra de Câmara Opus
Em outubro de 2006, a Orquestra de Câmara Opus iniciou suas atividades na cidade de Belo Horizonte, por iniciativa do maestro Leonardo Cunha. Com cerca de 15 músicos fixos e eventuais acompanhantes que podem elevar o número para 30 integrantes, a orquestra é composta por instrumentistas de sopros e cordas. Um dos diferenciais da orquestra é a mistura com a MPB.

Orquestra Ouro Preto
Com o nome de Orquestra Experimental da Universidade Federal de Ouro Preto, deu-se início a vitoriosa trajetória da orquestra, no ano 2000. Formada por 20 músicos, a iniciativa conseguiu destaque dentro e fora do país ao encampar projetos personalíssimos, em que recebia figuras como Alceu Valença e, recentemente, Flávio Renegado. A regência é de Rodrigo Toffolo.

Orquestra Jovem Gerais
Localizada em Contagem (rua Dinamarca, 40, Glória), a orquestra foi fundada em 1997 pelos músicos Renato Almeida e Rosiane Reis que, juntos, criaram a ONG responsável por atender, atualmente, mais de 250 crianças e adolescentes em seu corpo artístico e nas aulas de música. O projeto venceu o primeiro lugar no Folklore Ensemble/AICE em Viena, na Áustria, em 2008.

Raphael Vidigal

Fotos: Paulo Lacerda/Divulgação; e Rafael Motta/Divulgação, respectivamente.

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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