5 mulheres negras que fizeram história no BBB

*por Raphael Vidigal

“Faça esse bebê nascer da tristeza, disse a si mesma. Faça esse bebê viver com tristeza. Faça esse bebê não se tornar uma moça tola e esperançosa com alegria para oferecer. Ogechi formou a cabeça, os braços, as pernas. Deu a ele o rosto de sua mãe. De manhã, pegaria folhas para protegê-lo da chuva.” Lesley Nneka Arimah

Youtuber e influenciadora digital de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, Camilla de Lucas é uma das finalistas do BBB21. Com apenas 26 anos, a participante conseguiu fugir de boa parte dos paredões e chegou à reta final querida pela maior parte do público, demonstrando maturidade para lidar com assuntos sensíveis e aconselhar outros colegas de confinamento. A personalidade forte também foi demonstrada no embate que Camila protagonizou com Karol Conká, eliminada com recorde de rejeição de 99%, e que, àquela altura, já havia arranjado tretas com metade da casa. O estilo de Camilla de Lucas conquistou muita gente e a consagrou como uma participante inesquecível. Além dela, outras mulheres negras entraram pra história do BBB. E selecionamos algumas.

Thelma
Nascida em São Paulo, a médica anestesista Thelma Assis foi a grande vencedora do Big Brother Brasil 20, em uma edição que contou com famosos do calibre de Manu Gavassi, Babu Santana e Rafa Kaliman. Durante a pandemia do novo coronavírus, Thelma foi a Manaus para atuar na linha de frente do enfrentamento à doença. Após o fim da atração, ela revelou que descobriu ter sido adotada aos 14 anos, e reiterou o carinho e amor ao pai e à mãe que a criou. Dentro do BBB, ela abordou temáticas racistas ao empunhar o seu cabelo natural e, com o gesto, conquistou muitos fãs. Thelma chegou a participar do BBB21 para conversar com os participantes e declarou que, nesta edição, está torcendo para o pernambucano Gilberto levar o prêmio de um milhão para casa.

Gleici
Em 2018, a acreana Gleici foi a grande vencedora do BBB, em uma final disputada com Kaysar e Ana Clara, atual apresentadora de programas da Globo. A atração também ficou marcada por um “Paredão Falso” que eliminou Gleici, quando ela foi transferida para um quarto secreto, e que se tornou a maior audiência da história da atração. Com seu jeitinho delicado e humilde, Gleici logo conquistou o público, o que a perseguição de outros colegas de confinamento só ajudou a consolidar. Filiada ao PT, Gleici chegou a ser especulada como possível candidata à Câmara dos Deputados. Ao deixar a casa como campeã, ela não se conteve e, ao vivo, soltou um grito de “Lula Livre!”. Recentemente, ela foi confirmada como uma das participantes da nova edição global do “No Limite”.

Ariadna
Ariadna Arantes se tornou a primeira e, até hoje, única mulher transexual a participar de uma edição do Big Brother Brasil, em 2011. Ela também está confirmada para a volta do “No Limite”, só com ex-participantes do BBB. Maquiadora, ela passou uma temporada no Brasil antes de voltar a morar na Itália, e, além de trabalhar com beleza, também produz conteúdo relacionado ao tema para suas redes sociais no YouTube e Instagram. Com a fama ela se aproximou da funkeira Anitta e, sem papas na língua, admitiu que a necessidade a levou a trabalhar como garota de programa, fazendo questão de não glamourizar a profissão. Em 2011, Ariadna foi a primeira participante a ser eliminada do BBB, logo após revelar a colegas da casa a sua identidade sexual.

Juliana Alves
A carreira de Juliana Alves ganhou impulso após a participação na terceira edição do Big Brother Brasil, em 2002. Antes, ela já havia trabalhado como bailarina no “Domingão do Faustão”. Eliminada na quinta semana de programa, ela logo recebeu um convite para atuar na novela “Chocolate com Pimenta”. O primeiro reconhecimento veio com a participação em “Duas Caras”, quando recebeu o prêmio de atriz revelação. Como a garçonete Suellen, em “Caminho das Índias”, consolidou a ascendência na carreira. Em 2009, posou nua para a revista Playboy. O papel mais recente foi em “Salve-se Quem Puder”. Amante do Carnaval, Juliana se tornou musa do Salgueiro e Rainha de Bateria da Unidos da Tijuca. Antes, também desfilou pela Mocidade Independente de Padre Miguel.

Foto: Rede Globo/Divulgação.

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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