Análise: 400 anos da morte de Miguel de Cervantes, o inventor do Dom Quixote

“O sonho é o alívio das misérias dos que as têm acordados.” Miguel de Cervantes

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Dom Quixote está na música, nas artes plásticas, no cinema e no teatro, e por trás do herói mais romântico da literatura moderna está Miguel de Cervantes, responsável por cunhá-lo na origem: a literatura. Famoso por combater os moinhos de vento, o “Cavaleiro da Triste Figura” tornou-se um símbolo da ilusão, do lúdico, o que talvez contribua para seu encanto junto a crianças e adultos; os primeiros, ainda esperançosos, e os últimos saudosos da inocência perdida. Para além dos dois volumes que contam a trajetória do Quixote – que designou termo utilizado para expressar “loucura” – Cervantes escreveu pouca coisa, nenhuma delas conhecida do grande público na posteridade nem em seu tempo. Este único êxito foi suficiente para cravá-lo na história da literatura.

Miguel de Cervantes teve uma vida confusa, com direito a dificuldades financeiras e um encarceramento no caminho. Nascido no interior da Espanha, o autor passou a ser reconhecido por sua obra-prima já na maturidade, aos quase 60 anos. A história do homem que se acredita cavaleiro após mergulhar em muitos livros a respeito diz da incumbência da fé e também da desesperada necessidade de acreditar em algo para além da realidade constada. Não são menos célebres outros personagens do romance, como Sancho Pança, o fiel escudeiro que se vê enredado na fabulação do protagonista, e Dulcinéia, que encarna a expressão feminina no papel da musa de Quixote. A dimensão da obra se deve mais ao sentido do que à linguagem, pois oferece uma libertação.

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Raphael Vidigal

Imagens: Miguel de Cervantes; e pintura de Dom Quixote por Pablo Picasso, respectivamente.

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Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

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