14 atores e atrizes brasileiras que se arriscaram na música

“O mundo tornou-se novamente ‘infinito’: na medida em que não podemos rejeitar a possibilidade de que ele encerre infinitas interpretações.” Nietzsche

Música e interpretação se misturam no Brasil

Não é de hoje que os mundos da canção e da dramaturgia se encontram. Muitos foram os artistas brasileiros que desempenharam esses dois papeis. Na última quinta-feira (2) a atriz Eva Wilma resolveu estrear no ofício, a convite de seu filho, o cantor e compositor Johnnie Beat.

EVA WILMA
Aos 83 anos, a atriz participa do espetáculo “Crise, Que Crise?”, e canta pela primeira vez no palco. De acordo com ela, sua principal inspiração foi a paulistana Inezita Barroso (1925 – 2015), atriz, cantora e apresentadora do programa “Viola, Minha Viola”, durante mais de 30 anos, na TV Cultura.

ZEZÉ MOTTA
Quando gravou o primeiro disco solo em 1978, a atriz já era uma celebridade graças ao sucesso do filme “Xica da Silva”, de 1976. Tanto que todas as canções foram compostas especialmente para ela, o que já fica claro na faixa de abertura: “Muito Prazer, Zezé”, de Rita Lee e Roberto de Carvalho.

BIBI FERREIRA
São 95 anos de vida e arte, afinal com apenas 24 dias de nascimento, Bibi substituiu uma boneca desaparecida durante a apresentação do espetáculo teatral “Manhãs de Sol”. Nesse ano ela se prepara para lançar disco em homenagem a Frank Sinatra. Ao todo, a atriz coleciona 15 álbuns na carreira.

LUCINHA LINS
Quem não se lembra da atriz interpretando clássicos do repertório infantil no filme “Os Saltimbancos Trapalhões”? Antes de dar voz às versões de Chico Buarque, porém, ela já havia estreado com um compacto simples em 1974, com a música “Esse Pássaro Chamado Tempo”, composta por Ivan Lins.

MARÍLIA PÊRA
Com o passar do tempo, o disco “Feiticeira”, gravado pela atriz em 1975, ganhou aura cult. Acompanhada pelo grupo de rock psicodélico Vímana, do qual faziam parte Lulu Santos, Ritchie e Lobão, Marília interpretou repertório que ia de Jorge Mautner a Eduardo Dussek. Ela ainda gravou mais 5 álbuns.

MARÍLIA GABRIELA
Famosa entrevistadora de TV, Marília Gabriela começou a se aventurar pelo mundo do disco em 1982, quando gravou músicas de Rita Lee, Gonzaguinha e Caetano Veloso. Ela repetiu o feito, com mais dois álbuns, em 84 e 2002. Nesse ínterim, desenvolveu a veia de atriz em teatro, cinema e televisão.

ALEXANDRE NERO
Reconhecido por atuações de destaque em novelas da Globo, Nero começou como cantor ainda em sua cidade natal, Curitiba. No Paraná ele fundou grupo com o qual lançou cinco discos. Antes, já havia estreado em carreira solo que lhe rendeu o DVD “Revendo Amor”, lançado em 2014.

MARJORIE ESTIANO
O sucesso no seriado “Malhação” impulsionou a carreira da atriz, que em 2005 lançou o primeiro álbum. De cara, ele vendeu mais de 300 mil cópias e foi agraciado com disco de platina. O registro ao vivo não ficou muito atrás, com 50 mil cópias e disco de ouro. Marjorie ainda gravou mais dois discos.

SERJÃO LOROZA
Ator e dublador, Serjão Loroza ganhou notoriedade por papeis cômicos na televisão. Mas ele já provou que leva a música muito a sério. Em 2007, lançou “Música Brasileira de Pista”. Além de outros dois CD’s, desenvolveu trabalhos com o Monobloco. Para completar, Loroza também compõe.

JACKSON ANTUNES
Mineiro de Janaúba, o ator esteve sempre ligado às músicas do interior do Estado. Em 97, estreou com um disco típico de repentista para homenagear Téo Azevedo. “Jeitão Caipira”, gravado um ano depois com Tião do Carro, reafirmava essa veia. Antunes ainda gravou álbum com Chico Lobo em 1999.

ALESSANDRA MAESTRINI
Cantora com formação lírica, Alessandra Maestrini primeirou chamou atenção na TV, ao participar de seriados como “Tom Lá Dá Cá” e “Guerra dos Sexos”. O sucesso abriu as portas para a estreia em disco, com “Drama’n Jazz”, de 2012. Ela também esteve presente em vários musicais.

TÂNIA ALVES
Pode-se dizer que, desde o início, a carioca Tânia Alves conjugou com sucesso as carreiras de atriz, dançarina e intérprete musical. No mesmo ano em que gravou o seu primeiro disco, “Bandeira”, ela participou do filme “Cabaret Mineiro”, filmado na cidade de Montes Claros (MG), em 1980.

NORMA BENGELL
Protagonista da primeira cena de nu frontal da história do cinema brasileiro, Norma Bengell foi atriz de destaque tanto ao parodiar Brigitte Bardot na chanchada “O Homem do Sputnik” quanto no drama “Os Cafajestes”. Em 1959 ela lançou o LP “Ooooooh Norma!”, cantando em vários idiomas.

HEBE CAMARGO
Uma das mais populares apresentadoras do país, Hebe começou a carreira no rádio. Pouco depois, já comandava atrações de TV. Antes, no entanto, ela estreou como atriz de cinema, em 1949, no filme “Quase no Céu”. Dez anos depois, gravava o seu primeiro disco, intitulado “Hebe e Vocês”.

O Brasil é o país das cantoras

Raphael Vidigal

Fotos: Divulgação.

Publicada no jornal O Tempo em 05/11/2017.

Compartilhe

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on linkedin
LinkedIn
Share on email
Email

Comentários pelo Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recebas as notícias da Esquina Musical direto no e-mail.

Preencha seu e-mail:

Publicidade

Quem sou eu


Raphael Vidigal

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atua como jornalista, letrista e escritor

Categorias

Já Curtiu ?

Amor de morte entre duas vidas

Publicidade